quinta-feira, 9 de junho de 2011
Para ser grande, Sê inteiro
Para ser grande, sê inteiro: nada
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive
Ricardo Reis
Teu exagera ou exclui.
Sê todo em cada coisa. Põe quanto és
No mínimo que fazes.
Assim em cada lago a lua toda
Brilha, porque alta vive
Ricardo Reis
quarta-feira, 8 de junho de 2011
BCN-DBV
A experiência de ver o litoral Croata a partir do voo com destino a Dubrovnik não ficou aquém do que esperava. Pena haver uma neblina que não permitiu uma visão límpida. Tinha pedido no check- in um lugar à janela do lado esquerdo. Era desse lado que, de certeza, surgiriam as melhores vistas. Não me devo ter feito entender … o lugar que me atribuíram foi um lugar do lado direito e em cima da asa…No entanto como o avião ia meio vazio foi possivel mudar.
Junto ao litoral vêem-se dezenas de ilhas de todos os tamanhos. Já perto de Dubrovnik a costa eleva-se abruptamente, junto ao mar, com picos uns atrás dos outros fazendo lembrar uma montanha russa.
O avião a certa altura “encostou-se” à linha de montanhas para aterrar. Lá em baixo a sucessão montanhosa não fazia imaginar onde o ia fazer...Intimidatório … Lá surgiu uma pequena planície e uma língua de cimento onde o avião aterrou com os travões a funcionar em pleno assim que tocou terra. A pista é pequena e o aeroporto faz lembrar uma estação de autocarros. Chego à porta do avião e a primeira sensação é a de ter chegado a um país tropical. Está anormalmente quente e abafado para as temperaturas anunciadas. Filas para verificação de passaporte fazem-me lembrar que não estou no espaço Schengen... nem sequer na “Europa”. O controlador olha demoradamente para mim enquanto eu lhe forneço o passaporte por uma ranhura minúscula Ouve-se um estalido metálico e meu passaporte leva o primeiro carimbo desde a sua existência… Esboço um sorriso mas o controlador não… Faz-me um sinal com a cabeça para prosseguir…. Tive a estranha sensação de estar nos anos oitenta do século passado e de ter chegado a um qualquer pais da cortina de ferro .
A ligação à cidade faz-se por uma estrada estreita que serpenteia pelas montanhas .Não há auto- estradas por aqui… o cenário é estonteante. As baias sucedem-se do lado esquerdo cada uma com uma ilha ou duas ao longe. . À direita, vegetação tipicamente mediterrânica sobre rocha esbranquiçada. Começa –se a avistar Dubrovinik e e soam “ohhs” de admiração no autocarro …Amazing.
(as minhas desculpas pelo facto da qualidade da foto não ser a melhor...)
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Um centro comercial, uma esmola e os filhos da classe média
Já não tenho paciência para mega Centros Comerciais. Cada vez sou mais adepto de tudo o que é pequeno e aconchegante. A Fnac ela propia transformada num mega centro que vende de tudo, está desinteressante. Hoje, cinco adolescentes com aspecto de não estarem propriamente necessitados, abordaram-me no Centro Comercial Vasco da Gama para me pedirem ... vinte cêntimos. Até já as esmolas estão em saldo? Até os filhos da classe média perderam a vergonha? Obviamente que disse que não! Ouvi um chorrilho de insultos que aludiam à minha miserabilidade...
Estratégias concerteza... Vinte cêntimos toda a gente dá.
Estratégias concerteza... Vinte cêntimos toda a gente dá.
domingo, 5 de junho de 2011
Jardins Proibidos
Hoje cortaria rosas no jardim para ti.
Se o jardim ainda existisse…
Agarrei na única rosa que havia em casa e adormeci com ela a meu lado.
Vã esperança …de quem se recusa a ver que não há mais rosas para florir…
sábado, 4 de junho de 2011
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